A profissão de Policial Penal é considerada, como a mais perigosa do mundo, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). No Brasil, esta é uma das carreiras em que o profissional está mais em risco. Em primeiro lugar é preciso lembrar que a polícia penal é uma instituição fundamental para a paz social, e que os policiais penais do Ceará realizam uma atividade de extrema importância dentro e fora do sistema penal, no combate à criminalidade. Por conta desta, muitos pagam um alto preço pela sua dedicação. Não são poucos os casos de assassinatos de policiais penais simplesmente em razão de sua profissão. Recentemente, tivemos um companheiro assassinado na cidade de Umirim, enquanto estava a caminho do trabalho. Também há diversos casos em que são expulsos das suas casas pelas facções por pertencerem à Segurança Pública.

Um fato alarmante vem acontecendo nos últimos dias com essa classe de trabalhadores, que é o crescimento nos casos de suicídios atribuídos a uma série de fatores provocados pelo difícil cumprimento da sua missão, além da cobrança institucional que procura legalidade dos seus atos através do Projeto de Lei Complementar Nº 8768. Nossos policias penais relatam a remoção de servidores que trabalhavam perto de suas casas para locais com distâncias superiores a 500 km de onde residem. Dessa forma, muitos se sentem prejudicados, pois usam de seu período de folga para se deslocarem a suas respectivas unidades operacionais.

A realidade do cotidiano dos policiais penais nas penitenciárias está cada vez mais complexa, devido a fatores, como: a superlotação das unidades prisionais e o efetivo desproporcional em relação ao número de presos, que gera o aumento da carga de trabalho ocasionando uma situação desgastante, levando o servidor ao adoecimento. E o mais agravante, é que estes profissionais estão sendo punidos por adoecer, tendo suas permutas suspensas e seu direito de fazer extras cancelado.

A APS acredita que os esforços deveriam ser de forma a contribuir para o bom desempenho do trabalho, o cuidado com a saúde física e psicológica dos nossos policiais penais, garantindo uma evolução e não um retrocesso dentro do sistema penitenciário.

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